Sobre a Almeida Revista e Corrigida (ARC)
A Almeida Revista e Corrigida (ARC) é a forma mais antiga da tradução de João Ferreira de Almeida ainda em circulação ampla no Brasil. Sua primeira edição com esse nome surgiu em 1898, em Portugal, e o texto passou a ser adaptado ao português brasileiro nas décadas seguintes. A Sociedade Bíblica do Brasil, fundada em 1948, assumiu sua publicação e realizou revisões sucessivas, como as de 1969, 1995 e 2009, sempre preservando o caráter clássico do texto que acompanhou o crescimento do protestantismo brasileiro.
A ARC pratica equivalência formal e permanece fiel à base textual da tradição de Almeida: o Texto Massorético no Antigo Testamento e, no Novo, o Textus Receptus, com pouquíssimas concessões à crítica textual moderna, o que a distingue da ARA. Isso significa que passagens tradicionais aparecem em sua forma plena, e o leitor encontra o texto substancialmente como as igrejas brasileiras o liam no início do século XX.
Sua linguagem é a mais tradicional entre as Almeidas da SBB: segunda pessoa clássica, vocabulário solene e construções que soam reverentes, ainda que exijam esforço do leitor atual. A ARC é a Bíblia oficial ou preferencial de grandes denominações brasileiras, com destaque histórico para as Assembleias de Deus, e é indicada para quem cresceu com esse texto, valoriza a memorização na forma consagrada e deseja continuidade litúrgica entre gerações.
Comparada à ACF, a ARC compartilha a base no Texto Recebido, mas tem trajetória editorial própria e pequenas diferenças de redação; comparada à NAA, é muito mais arcaica. Ela não é a escolha ideal para quem está começando, mas nenhuma outra versão carrega tanta memória afetiva do evangelicalismo brasileiro: hinos, corinhos e versículos decorados por milhões de pessoas nasceram das suas páginas.
Indicada para: igrejas tradicionais, memorização clássica e continuidade litúrgica