Sobre a Almeida Revista e Atualizada (ARA)
A Almeida Revista e Atualizada (ARA) é o resultado de um extenso trabalho de revisão da tradução clássica de João Ferreira de Almeida conduzido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). O projeto mobilizou uma comissão de eruditos brasileiros ao longo dos anos 1940 e 1950: o Novo Testamento revisado saiu na década de 1950 e a Bíblia completa em 1959. Uma segunda edição, com ajustes ortográficos e estilísticos, foi publicada em 1993, e é esse o texto que circula até hoje em milhões de exemplares.
Na filosofia de tradução, a ARA permanece essencialmente formal: procura corresponder palavra por palavra e estrutura por estrutura ao original, dentro do que o português permite. Sua grande novidade em relação à Almeida antiga foi a base textual do Novo Testamento: em vez de se limitar ao Textus Receptus usado por Almeida no século XVII, os revisores incorporaram o Texto Crítico, apoiado em manuscritos mais antigos descobertos e catalogados pela crítica textual moderna. No Antigo Testamento, segue o Texto Massorético hebraico.
A linguagem da ARA é elevada e literária, conservando a segunda pessoa clássica ("tu", "vós") e um vocabulário rico que exige alguma familiaridade do leitor. Justamente por isso ela se firmou como a versão dos seminários, dos comentários bíblicos e da pregação expositiva no Brasil: boa parte da literatura teológica nacional cita a ARA como texto padrão. É indicada para estudo sério, memorização de textos consagrados e leitores que apreciam a solenidade do português clássico bem cuidado.
Diante da ARC, a ARA é mais precisa em razão da base textual atualizada; diante da NVI e da NAA, é mais formal e mais arcaica no estilo. Quem cresceu na igreja provavelmente memorizou versículos na ARA sem saber. Escolha-a se você quer o texto que moldou gerações de pregadores brasileiros e dialoga diretamente com a maior parte das obras de referência publicadas no país.
Indicada para: estudo teológico, pregação expositiva e leitores do português clássico