1

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, eu me tornaria como o bronze ressoante ou um címbalo tilintante.

2

E ainda que eu tivesse o dom de profecia, e entendesse todos os mistérios, e todo o conhecimento, e ainda que eu tivesse toda a fé, de tal maneira que eu pudesse remover montes e não tivesse caridade, eu nada seria.

3

E ainda que eu distribuísse todos os meus bens para alimentar os pobres, e ainda que eu entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, de nada me aproveitaria.

4

A caridade é sofredora, e é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não se vangloria, não se envaidece,

5

não se comporta indecentemente, não busca os seus interesses, não se irrita facilmente, não pensa mal;

6

não se regojiza com a iniquidade, mas regozija com a verdade;

7

ela sofre todas as coisas, crê em todas as coisas, espera em todas as coisas, suporta todas as coisas.

8

A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, falharão; havendo línguas, cessarão; havendo conhecimento, desaparecerá.

9

Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos.

10

Mas, quando o que é perfeito vier, então, o que o é em parte será aniquilado.

11

Quando eu era criança, falava como criança, entendia como criança, pensava como criança; mas quando eu me tornei homem, eu coloquei de lado as coisas infantis.

12

Porque agora vemos através de um espelho, sombriamente; mas então face a face; agora eu conheço em parte, mas então conhecerei como também eu sou conhecido.

13

E agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, estes três; mas o maior destes é a caridade.

KJF - ©️ 2007 Editora BV Films. Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização.

Entenda 1 Coríntios 13

O apóstolo Paulo escreveu a Primeira Carta aos Coríntios por volta do ano 55 d.C., da cidade de Éfeso, à igreja que ele mesmo havia fundado em Corinto, próspero porto comercial da Grécia. Aquela comunidade estava dividida por rivalidades e orgulho espiritual: os crentes disputavam quem tinha os dons mais impressionantes, como línguas e profecia. O capítulo 13 nasce exatamente dessa crise. Entre os capítulos 12 e 14, que tratam dos dons espirituais, Paulo insere o que chama de "caminho sobremodo excelente": o amor.

O capítulo tem três partes claras. Nos versículos 1 a 3, Paulo mostra a necessidade do amor: línguas, profecia, conhecimento, fé que move montanhas e até o martírio, sem amor, valem nada. Nos versículos 4 a 7, ele descreve o amor em quinze verbos: o amor é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não busca os seus interesses, não se ressente do mal, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Nos versículos 8 a 13, afirma a permanência do amor: profecias e línguas passarão, mas o amor jamais acaba.

O versículo 1 abre com a imagem mais forte: falar línguas de homens e de anjos sem amor é ser "como o bronze que soa ou como o címbalo que retine", barulho vazio. Os versículos 4 e 5 definem o amor não como sentimento, mas como conduta: paciência, bondade, humildade e perdão são verificáveis no dia a dia. E o versículo 13 conclui com a tríade que resume a vida cristã: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor", porque na eternidade a fé se tornará visão e a esperança se cumprirá, mas o amor permanecerá.

Embora seja muito lido em casamentos, 1 Coríntios 13 foi escrito para uma igreja em conflito, e é aí que ele mais desafia: no trato com pessoas difíceis, nas redes sociais, nas divergências entre cristãos. Um exercício prático clássico é substituir a palavra "amor" pelo próprio nome nos versículos 4 a 7 e verificar o que não se sustenta. O capítulo lembra que maturidade espiritual não se mede por dons, conhecimento ou ativismo, mas pela capacidade concreta de amar.

Perguntas frequentes

O que é o amor segundo 1 Coríntios 13?

Segundo 1 Coríntios 13, o amor é uma atitude prática, não apenas um sentimento: é paciente, bondoso, não invejoso, não orgulhoso, não egoísta, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. É o amor que reflete o caráter de Deus nas relações humanas.

Por que 1 Coríntios 13 é chamado de "capítulo do amor"?

Porque é o texto bíblico que trata do amor de forma mais direta e completa: Paulo afirma que sem amor nenhum dom, conhecimento ou sacrifício tem valor, descreve o amor em quinze ações concretas e conclui que, entre fé, esperança e amor, o amor é o maior, pois é o único que permanece para sempre.

1 Coríntios 13 fala sobre casamento?

Não diretamente. Paulo escreveu o capítulo para corrigir uma igreja dividida por disputas sobre dons espirituais, ensinando que o amor vale mais que qualquer dom. Mesmo assim, a descrição do amor nos versículos 4 a 7 se aplica perfeitamente ao casamento, e por isso o texto se tornou leitura tradicional em cerimônias.

Atalhos de Teclado

Aumentar fonte +
Diminuir fonte -
Modo escuro D
Tela cheia F
Fechar ajuda ?